
Partindo das cidades de Belém, Manaus e Porto Velho, o projeto Amazônia EcoQueer, coordenado pelo pesquisador, artista visual e curador paraense Danilo Bara, não se limita a ser uma mostra ou uma pesquisa, mas propõe um gesto de escuta e transformação, uma travessia que começa à beira do rio e alcança o mundo. A ação é uma iniciativa de pesquisa, curadoria e circulação internacional de filmes e vídeos produzidos por artistas LGBTQIAPN da Amazônia brasileira. O objetivo é compreender como essas narrativas imaginam futuros ecológicos e cuir queer para a região em um contexto marcado pela crise climática, pelo avanço do racismo ambiental e por disputas em torno da sobrevivência de territórios, saberes e existências.
A pesquisa de Danilo, desenvolvida na Universidade de Newcastle, Inglaterra, com apoio da British Academy, teve nesta quinta-feira uma exibição na galeria Newcastle Contemporary Art. Intitulada Ecologias da Beira, a mostra reuniu produções que partem da imagem da água, seja rio ou mar, para construir políticas sobre a relação entre corpo, território, ancestralidade, trabalho e afetos. A mostra deste ano integra o programa da exposição Ouvindo as vozes dos rios, com curadoria de Giuliana Borea, Jamille Pinheiro Dias e Harriet Sutcliffe. Os filmes apresentam performances e narrativas que exploram margens, limites e travessias, autobiografias trans, histórias de amor queer nas ilhas, relações entre vidas humanas e não humanas, e registros de práticas culturais ribeirinhas.
Esta pesquisa começou a nascer ainda em ano em que voltei para Belém após quatro anos morando em Glasgow, na Escócia, para cursar meu doutorado, explica Danilo. Esse retorno à cidade foi também um retorno ao audiovisual experimental produzido.
Fonte: oliberal.com
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